A Dyed by Alfinete nasceu do gosto pelo trabalho manual, pela cor e pelo prazer de criar algo único com as próprias mãos.
Cada novelo é tingido por mim, em pequenos lotes, respeitando o tempo que um processo verdadeiramente artesanal exige. Não existe uma linha de produção, nem máquinas a substituir as mãos. Existe apenas uma pessoa, duas panelas, muita dedicação e a vontade de criar fios que inspirem novos projetos.
O meu atelier é também a cozinha onde a minha família partilha as refeições de todos os dias. Foi também por isso que escolhi trabalhar com corantes alimentares. Acredito que aquilo que usamos junto à pele deve ser tão seguro quanto possível e procuro, sempre que posso, substituir produtos químicos por alternativas mais naturais e conscientes, tanto no meu trabalho como no dia a dia.
A sustentabilidade não é um detalhe; faz parte da forma como trabalho. Reutilizo a água do processo de tingimento sempre que possível e aproveito o sol para secar os fios durante grande parte do ano, tirando partido do clima algarvio. Também as embalagens refletem esta filosofia: são simples, sem excessos nem embrulhos desnecessários, porque prefiro reduzir o desperdício em vez de criar algo bonito apenas para ser descartado poucos minutos depois.
Como acontece com tudo o que é feito à mão, cada novelo conta a sua própria história. Mesmo dentro do mesmo lote, existem pequenas variações de cor que tornam cada um verdadeiramente único. São precisamente esses detalhes, impossíveis de reproduzir industrialmente, que dão origem a peças únicas. Para projetos de maior dimensão, recomendo alternar entre dois novelos a cada volta para obter uma transição mais uniforme entre as cores.
Devido ao tipo de tingimento utilizado, poderá ocorrer uma ligeira libertação de cor, sobretudo nas primeiras lavagens. Este é um comportamento normal deste processo artesanal, causado pelo excesso de corante não fixado, e não altera a cor do fio.
Acredito que criar pode ser um ato de cuidado: pelas pessoas, pelos materiais e pelo planeta. Cada novelo nasce devagar, com respeito pelo processo e com a esperança de fazer parte de uma peça que será estimada durante muitos anos e que, por sua vez, venha também a contar muitas histórias.
